Primeiramente, é necessário
entender a diferença entre software e hardware. O hardware é, basicamente, os
aparelhos físicos que adquirimos, como por exemplo o celular, notebook, TV e
outros. Já o software é o sistema operacional desses aparelhos, como o Windows,
a Apple, o Android e afins, sem eles as máquinas são consideradas sucatas. Em
relação ao software, existem dois tipos. O primeiro é o software proprietário,
que como o próprio nome já diz, é de uso exclusivo de uma única pessoa, pois
para utilizar é preciso pagar o licenciamento e existe uma série de regras que
impossibilitam a modificação do programa. Esse licenciamento seria um
“contrato” que permitiria a utilização dos recursos disponibilizados no sistema,
mas apenas isso. O segundo é o software livre, esse tem o licenciamento livre,
sendo mais barato e tendo mais pontos positivos, permitindo utilizar diversas
funções em seu aparelho digital. Existe uma maior segurança contra vírus, a
liberdade de executar o programa como você desejar, de adaptar às suas
necessidades, redistribuir cópias e melhorar o programa podendo distribuir as
modificações.
Pensando na educação, o sistema
operacional livre seria mais interessante para a utilização nas escolas. Visto
que para abranger todos os alunos é necessário um número significativo de
computadores, o licenciamento livre ajudaria financeiramente, já que tem um
valor menor. E além disso, desenvolveria a criatividade dos colaboradores da
instituição, já que existe uma liberação para realizar alterações. Sendo assim,
especialmente nas escolas, auxiliaria na adaptação para o uso dos alunos,
impactando significativamente no conhecimento mútuo. A utilização desse sistema
implicaria no avanço das tecnologias nas redes de ensino, pois é um programa de
fácil manuseio, com muitos recursos diferentes e com um preço mais acessível. Como
foi dito por Bonilla (2012) “usar, se familiarizar, contribuir, produzir e
socializar esses sistemas, ou seja, participar do movimento software livre, vai
além de sua dimensão técnica, implica questões políticas, filosóficas,
culturais e de gestão do conhecimento”.
Outro ponto acerca do software
livre é que pelas regras do livre acesso, além da gratuidade do uso, suas
interfaces colaboram para a democratização do acesso à educação. Tanto na área
tecnológica, quanto em outras áreas, pois o software livre vem com permissão
para qualquer um usar, estudar e distribuir de graça, o que facilita o estudo
da programação e da Informática de maneira acessível. Além disso, suas
liberdades de uso em outras áreas de pesquisa, como a escrita de texto e edição
de vídeo, ajudam os estudantes executarem tais tarefas de forma gratuita por
meios de programas livres, como open office e o shotcut. Enquanto esse tipo de
ferramenta é apenas para uso por assinatura em softwares proprietários. Dessa
forma, a propagação das informações acerca do software livre é de grande
importância para a formação pedagógica, pois permite uma maior compreensão do
mundo tecnológico, e o maior entendimento sobre as redes abertas concede ao
futuro professor uma visão mais ampla para o uso das tecnologias em sala de
aula.
Pensando nesse viés, ainda que hoje as salas de aula estejam cheias de tecnologias digitais, grande parte destas, como o PowerPoint e o Word que são muito usados em sala de aula, são de origem privada. Essa dificuldade na introdução do SWL nas escolas vem grande parte do próprio desconhecimento acerca destes programas, além das ideias equivocadas de que estes são menos eficientes ou mais difíceis de usar. Também ocorre, pois muitas vezes os docentes já estão acostumados com outras interfaces, e não buscam capacitação para compreender os programas livres, o que dificulta a ampliação do seu uso. Tornando cada vez mais inviável o uso geral dos SWL nas escolas públicas.

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