domingo, 22 de junho de 2025

Software Livre: Tecnologia e Inovação

 

       Primeiramente, é necessário entender a diferença entre software e hardware. O hardware é, basicamente, os aparelhos físicos que adquirimos, como por exemplo o celular, notebook, TV e outros. Já o software é o sistema operacional desses aparelhos, como o Windows, a Apple, o Android e afins, sem eles as máquinas são consideradas sucatas. Em relação ao software, existem dois tipos. O primeiro é o software proprietário, que como o próprio nome já diz, é de uso exclusivo de uma única pessoa, pois para utilizar é preciso pagar o licenciamento e existe uma série de regras que impossibilitam a modificação do programa. Esse licenciamento seria um “contrato” que permitiria a utilização dos recursos disponibilizados no sistema, mas apenas isso. O segundo é o software livre, esse tem o licenciamento livre, sendo mais barato e tendo mais pontos positivos, permitindo utilizar diversas funções em seu aparelho digital. Existe uma maior segurança contra vírus, a liberdade de executar o programa como você desejar, de adaptar às suas necessidades, redistribuir cópias e melhorar o programa podendo distribuir as modificações.

    Pensando na educação, o sistema operacional livre seria mais interessante para a utilização nas escolas. Visto que para abranger todos os alunos é necessário um número significativo de computadores, o licenciamento livre ajudaria financeiramente, já que tem um valor menor. E além disso, desenvolveria a criatividade dos colaboradores da instituição, já que existe uma liberação para realizar alterações. Sendo assim, especialmente nas escolas, auxiliaria na adaptação para o uso dos alunos, impactando significativamente no conhecimento mútuo. A utilização desse sistema implicaria no avanço das tecnologias nas redes de ensino, pois é um programa de fácil manuseio, com muitos recursos diferentes e com um preço mais acessível. Como foi dito por Bonilla (2012) “usar, se familiarizar, contribuir, produzir e socializar esses sistemas, ou seja, participar do movimento software livre, vai além de sua dimensão técnica, implica questões políticas, filosóficas, culturais e de gestão do conhecimento”.

    Outro ponto acerca do software livre é que pelas regras do livre acesso, além da gratuidade do uso, suas interfaces colaboram para a democratização do acesso à educação. Tanto na área tecnológica, quanto em outras áreas, pois o software livre vem com permissão para qualquer um usar, estudar e distribuir de graça, o que facilita o estudo da programação e da Informática de maneira acessível. Além disso, suas liberdades de uso em outras áreas de pesquisa, como a escrita de texto e edição de vídeo, ajudam os estudantes executarem tais tarefas de forma gratuita por meios de programas livres, como open office e o shotcut. Enquanto esse tipo de ferramenta é apenas para uso por assinatura em softwares proprietários. Dessa forma, a propagação das informações acerca do software livre é de grande importância para a formação pedagógica, pois permite uma maior compreensão do mundo tecnológico, e o maior entendimento sobre as redes abertas concede ao futuro professor uma visão mais ampla para o uso das tecnologias em sala de aula.

    Pensando nesse viés, ainda que hoje as salas de aula estejam cheias de tecnologias digitais, grande parte destas, como o PowerPoint e o Word que são muito usados em sala de aula, são de origem privada.  Essa dificuldade na introdução do SWL nas escolas vem grande parte do próprio desconhecimento acerca destes programas, além das ideias equivocadas de que estes são menos eficientes ou mais difíceis de usar. Também ocorre, pois muitas vezes os docentes já estão acostumados com outras interfaces, e não buscam capacitação para compreender os programas livres, o que dificulta a ampliação do seu uso. Tornando cada vez mais inviável o uso geral dos SWL nas escolas públicas.


quinta-feira, 5 de junho de 2025

ERELEB e nossas percepções!







     Nos dias 28, 29 e 30 de maio foi realizado o ERELEB: I encontro Regional de licenciaturas e educação básica, no campus de Itabaiana. Um evento que proporcionou para os discentes novos olhares e discussões sobre a docência, além dos programas de pós-graduação. No dia 29 (penúltimo dia), nossa turma participou de uma mesa redonda, um diálogo que visou apresentar alguns programas de pós-graduação disponíveis para os discentes da UFS. Os programas discutidos durante o diálogo foram o PRFOFLETRAS, PROFEI PROFMAT e PPGCN, cada um apresentado por um representante.

     A discussão a respeito dos programas de pós-graduação é uma oportunidade muito enriquecedora para os discentes que planejam continuar os estudos além da formação. As abordagens realizadas no ERELEB foram de extrema importância a título de conhecimento.

  Primeiramente, declaramos que, o que mais nos inspirou foram, no geral, as informações trazidas em relação aos programas de ensino apresentados para a nossa área de graduação, a licenciatura. Nesse viés, uma temática que chamou nossa atenção foi o programa PROFEI, apresentado pela Profa. Dra. Isabela Araújo. O "Programa de Mestrado Profissional em Educação Básica Inclusiva em Rede Nacional" nos cativou, pois, acreditar na educação inclusiva é essencial para a inclusão dentro das universidades, porque atende a todos os que desejam ingressar nessa área. Esse programa tem o foco nos docentes que estão em exercício ou que participam do atendimento educacional especializado, em qualquer área da licenciatura na educação básica. É interessante trabalhar diferentes recursos dentro desses programas, pois cria diversas formas de aprendizagem dentro das salas de aula, promovendo a evolução e a participação nesses espaços.

     Um dos programas que nos interessou foi o PROEB (Programa de Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica), que faz parte do programa PROFLETRAS, um programa destinado aos professores de Língua Portuguesa da rede pública de ensino, que busca a especialização dos docentes para a melhoria da qualidade de ensino nas instituições públicas brasileiras. Ter bolsas para essa especialização, além de contribuir no incentivo de continuar crescendo profissionalmente, colabora também na criação de estratégias didáticas para a realização dentro dos centros escolares. A educação didática facilita os estudos, torna o conhecimento mais atraente e promove o pensamento crítico, tendo o foco no aluno. É necessário ter esse enfoque, principalmente, na rede pública que é tão desvalorizada, pois a aprendizagem dos discentes e docentes se tornam complementares, o aluno aprende com o professor e vice-versa.

     Para concluir, destacamos uma frase dita por um dos palestrantes: “Se queres construir um navio, não chames os homens para juntar madeira, distribuir tarefas ou dar ordens, mas ensina-os a ansiar a imensidão do mar”, essa citação fez uma reflexão para nós. Percebemos a partir dela, que o conhecimento é algo vasto, e que é necessário criar uma forma de espalhar essas aprendizagens para que os estudantes se interessem em descobrir os diferentes contextos do mundo. Isso ampliou a nossa visão de que o ensinamento não deve ser apenas algo falado de forma monótona, e sim um compartilhamento de ideias. Ser educador pesquisador é estar sempre em constante evolução, a partir das necessidades da sociedade.







Privacidade e proteção de dados

  Fonte: https://pin.it/4vk094iws Olá, gente! No blog de hoje abordaremos sobre o tema Privacidade e Proteção de dados, discutido na nossa ú...