Analisando o documentário “Cibernética”, é possível perceber a grande relação que a tecnologia teve na vida das mulheres citadas. As tecnologias, no geral, fizeram revolução no cotidiano delas. Mesmo com convivências tão diferentes, a percepção de inovação e evolução estiveram bem presentes durante o processo de aprendizagem de todas, pois quando se falava na ideia de mulheres no âmbito tecnológico existia muito preconceito, apenas por serem mulheres. E a situação piorava quando se tratava da presença de mulheres negras nesses espaços, de 18% de mulheres na universidade, apenas 3% eram negras. Entretanto, elas não perderam a oportunidade de buscar seus sonhos, porque viam a internet como uma ferramenta poderosa de transformação, foi a partir disso que não desistiram de continuar nesses ambientes que eram de maior número masculino e que, na maioria das vezes, eram machistas.
Porém, partindo dessa ideia é interessante destacar que muitas das criações tecnológicas de determinadas épocas, foram frutos do poder de criação feminino, o que destrói a ideia enraizada que existia em volta das mulheres. A evolução está associada a forma de criação delas, essa intimidade com o mundo tecnológico surge logo na infância, diante do contato com os pais que utilizavam desses meios. O aperfeiçoamento de suas habilidades, fizeram com que elas mudassem as suas trajetórias, pois perceberam que seria uma oportunidade de mudança de vida.
A representatividade feminina dentro desses espaços, se torna muito importante para a sociedade, porque isso demonstra para aquelas mulheres, que também querem fazer parte desse meio, que é possível construir uma carreira. Além de afirmar a importância da tecnologia no âmbito acadêmico, escolar e social. A integração das tecnologias digitais e não digitais, se usada de forma correta, auxilia na transformação no avanço do mundo.
Dessa forma, o documentário revela não só a relação das mulheres com a tecnologia, mas também com a sociedade. Pois, foi possível perceber como estas mulheres tiveram que vencer lutas não só acadêmicas, como também as sociais para poder atingir seus objetivos, lidando diariamente com o racismo e machismo entrelaçado ao mundo tecnológico. Esse documentário é mostrado a nós estudantes não apenas como uma amostra das dificuldades e preconceitos presentes na área da programação, mas uma história de evolução e, juntamente com as jornadas de como essas mulheres venceram esses obstáculos e trabalham diariamente para diminuí-los.

