quinta-feira, 3 de julho de 2025

Programas de incentivo à tecnologia nas escolas

 

Neste blog abordaremos as inovações nas políticas públicas, que moldaram o cenário das tecnologias nas escolas brasileiras durante os séculos XX e XXI. Usando como base a discussão em sala de aula, e os textos “Políticas Públicas Para Inclusão Digital nas Escolas”, escrito por Maria Helena Bonilla, e “Desafios para a educação na era da Informação: o presencial, a distância, as mesmas políticas e o de sempre”, escrito por Nelson Pretto.

 Entendemos que a tecnologia é um recurso auxiliar no processo de ensino aprendizagem, estruturante das práticas educacionais. A partir das leituras do texto, foi possível perceber o grande papel que as políticas públicas exercem sobre as transformações na escola e o seu papel na forma que o conhecimento é compartilhado. Nos anos 90, com o avanço da tecnologia e a chegada da internet, houveram diversas políticas para inserir as TICs nas escolas, como o Proinfo, que surgiu em 1997 para a democratizar o acesso de tecnologia na escola pública. No entanto as políticas públicas enfrentaram diversos obstáculos, como discutido em aula. Grande parte das implementações são medidas de governo não de estado, sendo deixadas de lado quando um novo governo entra em cargo. Além disso, essas políticas tendem a ser mal abordados esvaziando o verdadeiro potencial das TICs.

Algo muito importante abordado nos textos é que as tecnologias não devem ser usadas apenas para “preparar para o mercado”, mas sim para formar cidadãos plenos, conscientes e ativos. A escola precisa ser vista como um espaço de transformação social, e não apenas como um local de adaptação às exigências econômicas. Por isso, as políticas públicas devem ser pensadas a partir de um projeto de sociedade mais justa e não guiadas unicamente pela lógica do lucro ou da produtividade

Diante de toda a história, a criação de dessas políticas inclusivas nesse cenário, se torna um avanço significativo na escola pública. Esse fator causa uma promoção das tecnologias nas instituições, e a partir disso, é interessante perceber que existe uma demanda que ocorre de acordo com as necessidades sociais da população. Ou seja, indo de acordo com os avanços tecnológicos do país, é necessário implementar esse modelo na educação também, já que a tecnologia é um importante recurso que oferece conhecimento. Com essa ideia, alguns programas foram instituídos, como o Proinfo (Programa Nacional de Tecnologia Educacional), Programa Banda Larga nas Escolas, Projeto Computador Portátil para Professores e o UCA (Um computador por Aluno).

O Proinfo tinha por objetivo a inclusão digital de estudantes da zona urbana e rural das instituições públicas, melhorando a qualidade do ensino através das tecnologias, e implementando laboratórios de informática nas escolas públicas. Para a implementação dos computadores, seria necessário ter redes de internet dentro desses espaços, foi a partir dessa ideia que surgiu o Programa Banda Larga nas Escolas, com a perspectiva de conectar instituições da rede pública urbana do país com a internet. Porém, com conexão e computadores, ainda seria preciso a capacitação de professores para lidar com essa nova metodologia. Nessa questão, o Proinfo junto com o NTE (Núcleo de Tecnologia Digital), buscaram promover a formação desses docentes para avançar na tecnologia educacional. Contudo, ainda existia uma limitação nesse trabalho, pois os aprendizados eram considerados insuficientes, visto que muitos professores nunca tiveram contato com esse novo sistema de ensino.

Além desses já citados, o Projeto Computador Portátil para Professores é outro programa que possibilita o professor a compra de um notebook, para utilização em sala de aula ou em sua própria casa, buscando “auxiliar na formação intelectual e pedagógica dos professores, a partir da interação com as novas tecnologias da informação e comunicação” (BRASIL, 2008). Nós percebemos que essa iniciativa é realmente importante, pois causa familiaridade com os aparelhos. E além de notebooks para os docentes, outro programa interessante é o UCA. Esse projeto esteve voltado para a distribuição de 1 computador por aluno, entretanto, diante do alto preço das máquinas, houve um atraso na compra dos mesmos.

Diante dessas informações, é possível perceber que esses programas de políticas públicas são relevantes nesse processo de adaptação, mas ainda precisam ser reformulados para melhoria do uso dessas tecnologias, pois ainda existem muitos impasses que acabam prejudicando na evolução dessas aprendizagens. Por isso, é necessário levar em consideração a capacitação dos professores, o aperfeiçoamento da internet e dos computadores dentro e fora das escolas, para que a educação não esteja apenas relacionada a pesquisas simples e cursos de informática, mas sim, na formação da cultura digital, tornando o conhecimento mais abrangente. Além de ser primordial ter melhorias na infraestrutura, para comportar todos os aparelhos, alunos e professores que utilizarão esses recursos.


4 comentários:

  1. Achei bem interessante a forma como vocês abordaram esse tema. A tecnologia realmente não precisa estar aliada somente ao mercado, mas ao crescimento pessoal e cidadão, como vocês citaram. Esses programas são de extrema importância para incluir alunos, principalmente aqueles de classe baixa que não tem acesso a tecnologia fora da escola. Além disso, como foi citado, é imprescindível preparar os professores para lidar com a tecnologia de forma ética e responsável. Para isso as políticas públicas precisam ter eficácia com o que tanto é prometido por esses programas de inclusão.

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  2. Meninas, achei que vocês trataram o terma de uma maneira muito bem feita e informativa! Uma sugestão seria que vocês incluíssem alguns exemplos práticos de como essas políticas funcionam na realidade.

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  3. Muito boa a reflexão de vocês sobre os impactos das políticas públicas. Apresentaram de forma resumida e bem explicativa o que queriam dizer. É muito legal pensar que políticas como o UCA trouxeram de certa forma um avanço para nossa educação, mesmo com muitos desafios. A ênfase em formar o aluno como ser crítico e não somente mão de obra é muito potente e gostei que vocês trouxeram isso na reflexão de vocês, realmente é um ponto que gera muito debate. Parabéns pelo post!

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  4. Cath e Bia, vocês construíram uma bela reflexão, considerando os aspectos que impedem a implementação das politicas públicas de tecnologias na escola. O que quero explicar quando vocês trazem ao referir-se ao Proinfo "ainda existia uma limitação nesse trabalho, pois os aprendizados eram considerados insuficientes, visto que muitos professores nunca tiveram contato com esse novo sistema de ensino.". Entendam que as políticas com tecnologias não chegaram como sistema de ensino. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei nº 9.394/1996), o sistema de ensino é constituído por diferentes esferas de governo e suas respectivas competências, organizadas para assegurar o direito à educação de qualidade. Hoje, o nosso sistema de ensino é a estrutura articulada que garante o funcionamento da educação formal, desde a educação infantil até o ensino superior, e isso, nada tem relação com as políticas públicas de tecnologias na educação, certo?

    Gostei muito da forma como sistematizaram as aprendizagens. Vocês conseguiram mostrar pontos relevantes em relação as políticas e ao texto, mas senti falta de nos dizer como essas discussões dialogam com a formação de vocês duas enquanto futuras professoras.

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