No
blog desta semana vamos dialogar sobre A criança, adolescente e telas: uso dos
dispositivos digitais, que foi o tema proposto no podcast "Notícia e
pedagogia" e apresentado em aula no dia 24/07/2025.
Esse
diálogo em sala levantou um debate muito importante para entendermos até onde o
uso de telas por criança é saudável e quando devemos impor regras, é evidente
que mesmo com a tecnologia sendo parte do nosso cotidiano, ela deve ser usada
de forma responsável e regrada e acompanhada de adultos, não sendo necessário a
proibição total.
O
uso das telas em excesso na infância, pode acarretar a problemas de saúde
mental e física. A falta de concentração é um deles, podendo ser gerada devido
ao uso de aparelhos sem um tempo limite. Outros fatores que podem acontecer por
conta desse excesso são: a dificuldade de aprendizagem, comportamentos
agressivos e o não desenvolvimento da coordenação motora. Além de criar um
vício que poderá piorar com o passar do tempo, pois a criança estará sempre
precisando do contato com as telas para se acalmar, ou seja, causando uma
dependência aos aparelhos. Para além dos riscos de saúde, são muitos os perigos
que cercam as redes sociais, por essa razão a utilização deve haver o apoio dos
adultos, para que os pequenos naveguem com segurança.
Os
responsáveis devem garantir que o tempo de tela e os conteúdos acessados são
próprios para a idade da criança. É um hábito comum que os pais e responsáveis
deixem as crianças com acesso livre e desregrado as telas, o que acarreta
diversos problemas futuros para a criança, como a dependência dos estímulos
rápidos e a falta de socialização. Para garantir o uso saudável dos dispositivos,
o envolvimento dos pais é essencial.
Mas, é claro que existe uma parcela que, a partir da estabilidade do uso, terá bons resultados, ajudando na potencialização da criatividade, no desenvolvimento do raciocínio e da aprendizagem. Para isso, é preciso construir um equilíbrio da utilização respeitando a faixa etária de cada criança. A Sociedade Brasileira de Pediatria indica que deve haver limite de tempo de acordo com a idade, para diminuir os riscos do mau uso. Evidenciando, então, que as crianças devem ser educadas nesse sentido, para que haja controle sobre essas práticas excessivas e se desenvolva uma maneira de crescimento educacional.
Por
isso, é importante que exista estratégias pedagógicas para auxiliar o
crescimento contínuo das crianças através das telas. Tornando o contato seguro,
com conteúdos educativos de qualidade, como vídeos curtos, que ensinem os tipos
de cores, letras, números, ou que contem histórias divertidas, usando desenhos
para ilustrar. Assim, resultaria na melhoria da aprendizagem por meio dessas
tecnologias, trazendo a criança para mais perto dessa nova metodologia,
ensinando através dela. Visando a aquisição do conhecimento e o avanço da
educação para o futuro.

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ResponderExcluirA gente vive cercadas por telas e muitas vezes não paramos para pensar e observar o impacto que isso tem nas crianças e nos adolescentes.
ResponderExcluirAchei super importante quando vocês destacaram que o problema não é exatamente a presença da tecnologia, mas sim o uso sem equilíbrio e sem acompanhamento, parabéns meninas!
Isso mesmo meninos, vivemos cercados por telas constantemente e as crianças é um alvo fácil para o acesso delas, visto que nos dias atuais a tecnologia está presente em cada passo que damos. Entretanto, como foi colocado, é importante utilizar as telas de forma saudável, com equilíbrio e limite. Além disso, as crianças devem ser monitoradas para utilizar de forma consciente, respeitando o seu tempo e conteúdos.
ResponderExcluirParabéns meninas! A reflexão que vocês trouxeram relacionada ao uso de telas por crianças é de fundamental importância nos dias atuais. Realmente é essencial ressaltar a necessidade de abordarmos essa questão com mais consciência e equilíbrio. Uma vez que o uso de tecnologia pode ser um grande aliado no aprendizado, mas também apresenta riscos significativos quando não é mediado de modo adequado. E o fato de conhecer as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria são um excelente ponto de partida para pensarmos na exposição "saudável" às telas. Esse é um assunto que tem muita necessidade de ser debatido tanto em ambientes sociais quanto escolares, pois dessa forma teremos um futuro mais equilibrado e pleno, onde a tecnologia sirva como um recurso de aprendizado e não como um substituto para experiências fundamentais da infância.
ResponderExcluirCath e Bia, mais uma postagem que poderiam explorar mais a hipertextualidade. Em vez dessa imagem fixa, trazer o podcast das colegas ou fazer um link para o blog delas. Importante sinalizar, como abordamos em aula, que esse tema tem como ponto de partida o Guia elaborado pelo Governo Federal para apresentar uma resposta aos anseios da sociedade brasileira e, ao mesmo tempo, um passo importante para a construção de um ambiente digital mais saudável para as crianças e adolescentes brasileiros. Quero dialogar sobre essas ideias "O uso das telas em excesso na infância, pode acarretar a problemas de saúde mental e física. A falta de concentração é um deles, podendo ser gerada devido ao uso de aparelhos sem um tempo limite. Outros fatores que podem acontecer por conta desse excesso são: a dificuldade de aprendizagem, comportamentos agressivos e o não desenvolvimento da coordenação motora. Além de criar um vício que poderá piorar com o passar do tempo, pois a criança estará sempre precisando do contato com as telas para se acalmar, ou seja, causando uma dependência aos aparelhos. Para além dos riscos de saúde, são muitos os perigos que cercam as redes sociais, por essa razão a utilização deve haver o apoio dos adultos, para que os pequenos naveguem com segurança.". Pergunto: qual autor vocês consultaram para essas ideias? Qual pesquisa tem como resultado essas consequências? Entendam que não estou desconsiderando que isso pode acontecer, mas não podemos trazer certas afirmações sem mostrar a fonte, até porque, as pesquisas sérias, que dialogaram com crianças, mostram que essas consequências não existem. O problema, é que focamos na consequência e não dizemos o que é uso excessivo!
ResponderExcluirConsidero que precisamos ter equilíbrio nesse debate. Compreender que uma vez que crianças e adolescentes circulam pelo ambiente digital, é fundamental que a sua proteção está vinculada à regulação das plataformas (regras), à educação e empoderamento dos sujeitos adultos e infantojuvenis (pessoas) para lidar com as demandas desse contexto e ao desenvolvimento de experiências seguras e potentes (processos), como eixos estruturantes dos produtos/serviços disponíveis. Por isso, não concordo com essa ideia generalista, que foca mais nos danos. Prefiro defender de que as tecnologias são importantes, assim como o brincar de correr, de boneca, de bicicleta, pois uma brincadeira não exclui a outra. Ou seja, prefiro entender que não podemos focar apenas nos danos e riscos, e sim, entender como as tecnologias funcionam para orientar e mediar. bjos